Você provavelmente já deve estar obsoleto!

  • O Spotify praticamente faliu as gravadoras;
  • O Netflix praticamente faliu as locadoras;
  • O Booking complicou as agências de turismo;
  • O Google faliu guias regionais (Páginas Amarelas, etc);
  • O Airbnb está complicando os hotéis;
  • O WhatsApp está provocando uma revolução nas operadoras de telefonia;
  • As Mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação;
  • O Uber está complicando os taxistas;
  • A OLX acabou com os classificados de jornal;
  • O Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras;
  • As empresas de compartilhamento de veículos (Zip Car, etc) estão complicando as locadoras de veículos;
  • A Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis;
  • O E-mail e a má gestão complicou os Correios;
  • As FinTechs (Original, Nubank e outros) ameaçam o sistema bancário tradicional;
  • A Nuvem complicou a vida das mídias físicas (CD, DVD, BluRay, PenDrive, etc);
  • O Youtube complica a vida das TVs. Adolescentes não assistem mais canais abertos;
  • O Facebook complicou a vida dos portais de conteúdo;

Você ainda quer viver como vivia há 10 anos?

Em quanto tempo sua atividade profissional atual se tornará obsoleta?

Temos que nos reinventar diariamente para continuarmos no mercado!

Síndrome de Bozó

Começo esta postagem com um texto do Texto do André Palis
que li no LinkedIn outro dia:

“Eu tinha o emprego dos sonhos no Google.

Mas ainda precisava pedir dinheiro emprestado para pagar as contas.

Eu consegui uma vaga de entrada no Google e achava que poderia ser promovido logo.

Enquanto isso, meu pai me mandava dinheiro todos os meses para que não precisássemos viver no aperto.

São Paulo é a cidade mais cara do Brasil.

Um ano se passou.

Eu não fui promovido.

Eu conversei com todo mundo pra entender o que eu precisava entregar. Eu trabalhei dobrado. Eu dei tudo que eu tinha.

No próximo ano, não deu de novo.

Eu fiquei arrasado.

“Não dá mais”, disse à minha esposa.

Eu queria começar uma família. Eu tinha ambições. Mas ainda dependia dos meus pais.

O pensamento de deixar o Google era aterrorizante.

Mas ficar não era o caminho.

O Tulio foi louco o suficiente para sair comigo e uma agência que estava fechando nos deu todos os seus clientes, incluindo o Discovery Channel.

Três meses depois, eu disse ao meu pai que não precisava mais da ajuda dele.

Cinco anos depois, a Raccoon Marketing Digital tem 270 funcionários, ganhou vários prêmios Premier Google e trabalha com clientes como Sony Pictures Entertainment, Natura e Leroy Merlin.

E eu e minha esposa temos um filho lindo.

Se o teto sobre você está te esmagando-

Tenha coragem de sonhar alto e pular fora.”

O relato acima é a mais pura realidade do que costuma ocorrer com marcas conhecidas no meio digital. Conheço vários casos similares em empresas com Facebook, Twitter e muitas outras. Não se deixe levar apenas por uma marca forte. Muitas vezes, por conta dessa foça, estas empresas negligenciam valores de mercado e praticam remunerações inferiores e/ou condições de trabalho ruins.

Pessoalmente uso o termo Síndrome de Bozó para caracterizar os profissionais que costumam cair nessa armadilha. Bozó era um personagem do falecido humorista Chico Anysio criado na década de 80 que nas esquetes sempre usava seu crachá de uma reconhecida emissora Brasileira como “cartão de visitas”.

Lembre-se: empresa é um negócio. Não caia na armadilha criada por alguns “gurus” de RH que procuram personificar a relação de negócios. Crachá não paga contas.

Qual seu objetivo profissional?

Recentemente estive envolvido com um projeto para reorganizar uma empresa. Dentre as atividades necessárias, mapear qualidades e defeitos da equipe atual e planejar próximos passos como contratações, demissões, etc. Neste processo procurei opiniões de profissionais de minha confiança sobre direcionamentos de recursos humanos. Eis que uma dessas pessoas me contou um caso interessante, que por acaso vai de encontro de como gerencio minha vida profissional.

Liguei para um candidato sobre uma nova oportunidade. Era uma promoção de seu cargo atual, e ele tinha as habilidades e qualificações corretas.

Desculpe, mas não estou interessado, ele disse educadamente.

Pressionei-o até que ele disse algo que realmente me confundiu. Ele me disse “já cheguei ao topo”.

Eu estava familiarizado com sua empresa atual e olhei para o CV novamente.

Ele não estava perto do topo. Ele precisaria de binóculos para ver o topo. Ele ainda não era nem um gerente.

Ele me explicou que chegar ao topo, para ele, significava que ele adorava o trabalho que fazia todos os dias, gostava da empresa que trabalhava, era tratado sempre justamente e com respeito por seus companheiros de trabalho, ganhava o suficiente para se sentir confortável, tinha flexibilidade e, o mais importante para ele, nunca perdeu um único jogo de futebol, jogo escolar, reuniões de pais e mestres, aniversário ou qualquer evento familiar.

Ele sabia o que significava o próximo passo em sua carreira. Menos tempo livre, mais viagens e sacrifícios que não valiam a pena diante de seus objetivos.

A definição de chegar ao topo é individual. Não se deixe levar por um “guru do RH” ou a definição da sociedade.