Muitos querem estudar, mas poucos querem aprender

Muitos querem estudar, mas poucos querem aprender

Existe uma enorme quantidade de indivíduos que só fazem cursos com o objetivo de obter diplomas, mas não para aprender efetivamente. Arriscaria inferir que esse percentual é superior a 80%.

Desde que iniciei a empreender, quando preciso de um profissional para alguma atividade em meus negócios, confesso enfrentar um longo caminho até chegar a um candidato. Muitos deles com vários diplomas mas pouquíssimo conhecimento. Candidatos até com MBA que na prática mal sabem calcular um percentual.

O mercado demorou, mas atualmente começo a ver sinais positivos sobre este ponto. Empresas como a NuBank não fazem sequer exigência de diploma de nível superior para inúmeros cargos.

Busque sempre conhecimento. Diploma é algo que tende cada vez mais valer menos. O país precisa muito mais de técnicos do que profissionais com graduação superior.

O poder de adapte-se a realidade

O poder de adapte-se a realidade

Com a crise econômica que estamos vivendo, principalmente no Rio de Janeiro, muitos profissionais acabaram saindo do mercado de trabalho. Contratos encerrados, vendas em queda e muitos outros acabaram obrigando as empresas a reduzir seu quadro de funcionários.

Adaptar-se a realidade é necessário! Do CEO até o auxiliar de serviços gerais, todos precisam viabilizar uma forma honesta de restabelecer seus rendimentos ou, ao menos, parte dele.

Uma parte desses desalocados se mostra bem resiliente, aproveitando o mercado aberto pelas Startups para prestadores de serviço independentes. Uber, 99, Rappi e outras estão viabilizando a vida de muitos destes. A imagem desta postagem retrata exatamente isso: um indivíduo que utiliza uma bicicleta locada trabalhando para duas Startups.

É engenheiro com mestrado atuando como motorista, auxiliar de serviços gerais pilotando bicicleta e realizando entregas, etc. O mais curioso é que alguns acabaram descobrindo que o “bico” (como alguns preconceituosos ainda chamam) pode ser mais lucrativo que a atividade que exerciam anteriormente, e com liberdade para definir quando e quanto tempo trabalhar.

E você? Vai ficar só reclamando da vida e aguardando uma oportunidade cair do céu? Solte-se de suas amarras conceituais e mãos a obra!

Você provavelmente já deve estar obsoleto!

Você provavelmente já deve estar obsoleto!

  • O Spotify praticamente faliu as gravadoras;
  • O Netflix praticamente faliu as locadoras;
  • O Booking complicou as agências de turismo;
  • O Google faliu guias regionais (Páginas Amarelas, etc);
  • O Airbnb está complicando os hotéis;
  • O WhatsApp está provocando uma revolução nas operadoras de telefonia;
  • As Mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação;
  • O Uber está complicando os taxistas;
  • A OLX acabou com os classificados de jornal;
  • O Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras;
  • As empresas de compartilhamento de veículos (Zip Car, etc) estão complicando as locadoras de veículos;
  • A Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis;
  • O E-mail e a má gestão complicou os Correios;
  • As FinTechs (Original, Nubank e outros) ameaçam o sistema bancário tradicional;
  • A Nuvem complicou a vida das mídias físicas (CD, DVD, BluRay, PenDrive, etc);
  • O Youtube complica a vida das TVs. Adolescentes não assistem mais canais abertos;
  • O Facebook complicou a vida dos portais de conteúdo;

Você ainda quer viver como vivia há 10 anos?

Em quanto tempo sua atividade profissional atual se tornará obsoleta?

Temos que nos reinventar diariamente para continuarmos no mercado!

Chega de empreendedorismo de palco e coaches!

Chega de empreendedorismo de palco e coaches!

Empreendo desde 1999. Em todo esse período de aventuras, altos e baixos, aprendi algumas coisas. Vou tentar listar parte desse aprendizado abaixo.

Empreendedorismo está na moda! E, como qualquer tema em evidência, com ele surgem uma legião de coaches e empreendedores de palco atrás de sonhadores. Eles vivem da venda de frases de superação e de promover a ilusão que qualquer um pode empreender e ter sucesso, bastando comprar um curso / e-book ou participar de um evento que irão aprender a receita do sucesso, em pequenas parcelas de X Reais.

Fazendo uma análise histórica, vejo que meus erros me moldaram muito mais do que meus acertos. Se nos sucessos eu comemorava, celebrava e compartilhava, nos fracassos eu precisava colocar minha humildade à prova, analisando e entendendo o que tinha dado errado, no que tinha errado, e aprendendo com isso.

Os empreendedores que alcançam o sucesso ou fracassam tem uma coisa fundamental em comum: ambas chegaram lá por conta dos erros que cometeram.

O mundo é dos sonhadores! Mas dos sonhadores com pé no chão, com objetivos viáveis e negócios consistentes. O mundo não é cor de rosa. Quanto mais rápido você cair na real, menos frustrante será sua jornada e maiores serão suas chances de sucesso.

Vamos as principais realidades dessa jornada:

  • Já no início você vai enfrentar um dos maiores vilões desse universo – o Governo e sua máquina da burocracia;
  • Sabe aquela reserva de dinheiro que você fez para segurar até dar certo? A tendência normal é que vá acabar antes de dar certo;
  • Invariavelmente em um ou mais momentos em sua jornada você vai precisar se ausentar por algum período de seu negócio, seja por um problema de saúde ou por imprevistos inerentes da vida. Esteja preparado para delegar atividades;
  • Por muitas noites você não vai dormir de preocupação. Acostume-se com isso e aprenda a classificar melhor as dificuldades para não confundir dias normais (que sempre possuem suas dificuldades) com dias fora do comum e assim dormir melhor;
  • Você vai chorar escondido, para sua família não ficar sabendo que nem tudo vai bem como planejado;
  • Sua família não vai te apoiar, e isto faz parte;
  • Quando a euforia inicial passar, você vai se sentir em vários períodos um fracassado. Não caia nesta armadilha;

Mas se você passar por tudo isso… Talvez mesmo assim não consiga ter sucesso! A realidade é que a maioria não consegue. Nem sempre o final é feliz!

A cada dia a evolução de nossa sociedade torna alguns ofícios obsoletos e cria novos nunca antes imaginados. Portanto, a tendência é que cada dia mais características empreendedoras serão essenciais para sobrevivência.

Portanto apoie seus amigos empreendedores! Principalmente os marinheiros de primeira viagem! Escute suas ideias, compre seus produtos, use os seus serviços e aplicativos e compartilhe seus posts sobre o negócio.

Empreender é uma jornada dura. Toda e qualquer crítica construtiva e apoio são válidos!

Síndrome de Bozó

Síndrome de Bozó

Começo esta postagem com um texto do Texto do André Palis
que li no LinkedIn outro dia:

“Eu tinha o emprego dos sonhos no Google.

Mas ainda precisava pedir dinheiro emprestado para pagar as contas.

Eu consegui uma vaga de entrada no Google e achava que poderia ser promovido logo.

Enquanto isso, meu pai me mandava dinheiro todos os meses para que não precisássemos viver no aperto.

São Paulo é a cidade mais cara do Brasil.

Um ano se passou.

Eu não fui promovido.

Eu conversei com todo mundo pra entender o que eu precisava entregar. Eu trabalhei dobrado. Eu dei tudo que eu tinha.

No próximo ano, não deu de novo.

Eu fiquei arrasado.

“Não dá mais”, disse à minha esposa.

Eu queria começar uma família. Eu tinha ambições. Mas ainda dependia dos meus pais.

O pensamento de deixar o Google era aterrorizante.

Mas ficar não era o caminho.

O Tulio foi louco o suficiente para sair comigo e uma agência que estava fechando nos deu todos os seus clientes, incluindo o Discovery Channel.

Três meses depois, eu disse ao meu pai que não precisava mais da ajuda dele.

Cinco anos depois, a Raccoon Marketing Digital tem 270 funcionários, ganhou vários prêmios Premier Google e trabalha com clientes como Sony Pictures Entertainment, Natura e Leroy Merlin.

E eu e minha esposa temos um filho lindo.

Se o teto sobre você está te esmagando-

Tenha coragem de sonhar alto e pular fora.”

O relato acima é a mais pura realidade do que costuma ocorrer com marcas conhecidas no meio digital. Conheço vários casos similares em empresas com Facebook, Twitter e muitas outras. Não se deixe levar apenas por uma marca forte. Muitas vezes, por conta dessa foça, estas empresas negligenciam valores de mercado e praticam remunerações inferiores e/ou condições de trabalho ruins.

Pessoalmente uso o termo Síndrome de Bozó para caracterizar os profissionais que costumam cair nessa armadilha. Bozó era um personagem do falecido humorista Chico Anysio criado na década de 80 que nas esquetes sempre usava seu crachá de uma reconhecida emissora Brasileira como “cartão de visitas”.

Lembre-se: empresa é um negócio. Não caia na armadilha criada por alguns “gurus” de RH que procuram personificar a relação de negócios. Crachá não paga contas.