Como não fazer um formulário

O festival Rio2C ocorre entre 3 e 8 de Abril na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Por ser um evento privado, que cobra um valor considerável para participação (veja os valores aqui), era esperado um cuidado maior com relação a sua interação com o público. Apesar disso, o que vemos na prática é em pleno 2018 a organização solicitar, para participação de um dos subeventos, preenchimento obrigatório de campos como telefone fixo. Quantas pessoas você conhece que ainda usam? Isso sem contar que que muitos nem possuem mais, como por exemplo esse indivíduo que escreve aqui. Qual seria a necessidade de um telefone fixo para participação? Nenhuma!

Vejam o formulário completo no link e imagem abaixo:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe3bVqFjjmcUVbDdWBwg-py_gnlh3Jvkw3-CfzDYYPF_RbXzA/viewform

Sempre que for elaborar um formulário analise:

  1. Que dados você realmente precisa?
  2. Quais informações adicionais você pode solicitar opcionalmente sem ser muito invasivo?

Formulários mal elaborados resultam em baixo preenchimento. Isso pode significar uma venda perdida, um prospect não convertido e uma oportunidade perdida.

Rio2C – It’s all about useless data.

Como não fazer um site – Erros na arquitetura da informação

Como ouvinte eventual da CBN, hoje, enquanto aguardava uma substituição de cabos do fornecedor de banda larga, pensei em sintonizar na CBN. Acontece que não sabia a frequência FM da rádio, então saquei o smartphone para acessar o site pra encontrar a informação. Qual foi minha surpresa ao acessar o site e simplesmente não encontrar a informação na página principal. Pensei que pudesse ser algum erro na renderização da versão mobile no celular, então habilitei o roteador de conexão 4G no celular e acessei pelo Desktop e para minha surpresa, não era. A informação simplesmente não existia! Imagine você, um negócio que possui como canal principal um dial FM não ter essa informação de forma objetiva e em destaque em seu site? Fiz questão de capturar a página inteira para que possam visualizar:

Página principal da CBN - Clique para ver a imagem ampliada

Página principal da CBN – Clique para ver a imagem ampliada

A arquitetura da informação é uma das atividades essenciais na construção de um site. Definir o conteúdo e a forma como será passado não é um mero detalhe, é a espinha dorsal de sua presença digital. Informações que facilitem seu cliente a acessar seu produto e/ou serviço e fazer contato com seu negócio não podem ficar escondidas!

Um dos principais motivos de se criar um site é ser notado e ter contatos para possíveis negócios. Certifique-se sempre de informar endereços de e-mail e telefone válidos e que estas informações estejam sempre visíveis quando possível.

Será que seu cliente consegue encontrar a informação que procura facilmente em seu site?

O visitante de seu site tem facilidade em compreender que produtos e/ou serviços você oferece?

Caso alguma das respostas acima seja não, está na hora de rever a arquitetura da informação em seu site. Informação de difícil acesso é tão útil quanto a varanda que ilustra essa postagem.

Entre em contato comigo pelo e-mail [email protected] que posso fazer uma análise inicial sem custo.

Amazon Web Services Offline – E agora?

No último sábado alguns dos serviços da Amazon referentes a hospedagem Cloud ficaram fora do ar por mais de quatro horas. Esta queda evidenciou que muitos negócios possuíam uma estratégia de infra muito errada, ainda mais em se falando de Cloud. Sites como o Mercado Livre tiveram problemas por causa desta falha. Abaixo o e-mail enviado por eles logo após o acontecimento:

A arquitetura Cloud trouxe inúmeros benefícios, dentre eles, a facilidade de publicação de ambientes em diferentes fornecedores e plataformas. Confiar toda sua infra em apenas um fornecedor é um erro básico de arquitetura de sistemas e, pelo que parece, muitos negócios ainda o cometem.

Imagina a quantidade de vendas que um e-commerce de grande porte perde por hora? Multiplique isto por 4. Visualizou o prejuízo?

Seu negócio está preparado para situações de falha? Não? Não sabe? Posso lhe ajudar com isso. Entre em contato comigo pelo e-mail [email protected].

Vazamento de dados e segurança digital

Recentemente a NetShoes tornou público o vazamento de dados de seus clientes, que no início de 2018 totalizavam mais de 2 milhões. Por fazer parte da bolsa de valores Americana, a empresa é obrigada a notificar este tipo de ocorrência a Securities and Exchange Commission (SEC). Segundo a empresa, autoridades Brasileiras foram notificadas e a polícia investiga a questão. Segundo fontes internas, os Hackers tentaram negociar um valor pela não divulgação dos dados, mas a empresa se manteve irredutível e não negociou com os criminosos.

Grande parte das empresas pecam em não contratar uma empresa ou consultor externo para validar sua segurança. Equipes internas podem cometer falhas que são facilmente mapeadas por alguém que não esteja no dia a dia da empresa. As vezes uma simples brecha permite alguém mal intencionado acessar dados sigilosos e fazer com que a empresa corra sérios riscos.

E engana-se quem acha que auditoria de segurança de dados tem conexão apenas com a máquina. Muitos criminosos fazem uso de engenharia social para conseguir informações adicionais para completar seu objetivo. Pequenos descuidos de funcionários e falta de procedimentos de segurança tendem a facilitar o processo de invasão.

Quando foi a última vez que você ou sua empresa contratou uma auditoria de segurança? Se a resposta foi nunca ou a mais de um ano, aconselho ligar o alerta e providenciar isto o quanto antes.

Leia a íntegra do comunicado da Netshoes:

“Em decorrência das notícias publicadas na data de hoje (terça-feira, 27 de fevereiro de 2018) – como réplicas de nota originalmente publicada por grande agência de notícias internacional, a Netshoes esclarece que não há nenhum fato novo relacionado ao episódio de divulgação de dados de consumidores da companhia. O comunicado enviado à SEC (Securities and Exchange Commission), que desencadeou a publicação de notícias na presente data, é meramente protocolar, em função de a Netshoes comercializar ações na Bolsa de Nova York (NYSE) desde abril de 2017.

Com origem em dezembro de 2017, o caso da divulgação de dados da empresa, inclusive, teve desfecho parcial em reunião com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) – realizada no último dia 22 de fevereiro. Na ocasião, foi acordado que a empresa fará a comunicação pessoal, por meio de contato telefônico, a todos os clientes que tiveram seus dados disponibilizados por terceiros na internet.

A Netshoes reforça ainda que, após minuciosa apuração interna – que contou com apoio de empresa especializada em segurança digital e comunicação à Polícia Federal desde o início do caso – chegou-se à conclusão, em linha com comunicados anteriores da companhia, de que não há qualquer indício de invasão à sua estrutura tecnológica.

Desde o primeiro momento em que foi noticiado o caso, todas as providências cabíveis foram tomadas. Durante todo o processo, o objetivo foi solucionar o crime virtual, não ceder a qualquer extorsão e proteger seus consumidores.

A empresa reforça que adota todas as medidas e melhores práticas de segurança da informação e que não negocia, nem nunca negociará, com criminosos.”

A importância da correta análise na tomada de decisão

Em muitos momentos empresários precisam tomar decisões importantes e/ou arriscadas que podem significar sucesso ou falha de um projeto. Isso envolve sair da zona de conforto, assumir responsabilidades e, o que é mais grave, aceitar consequências.

Um processo decisório eficaz deve ser composto da combinação de dados e de competências. Um gestor experiente deve utilizar a maior quantidade de informações disponíveis para a tomada de decisão. A premissa básica é que tais dados estejam disponíveis e mensuráveis. Não adianta você buscar um dado que não possa ser encontrado facilmente, em quantidade suficiente, ou que não possa ser medido. Boas informações são aquelas que te ajudam a tomar boas decisões. Se você tem bons dados, mas não consegue organizá-los ou utilizá-los para uma tomada de decisão eficaz, eles podem ser dispensados.

Não costumo pontuar técnicas, mas acho que nesse caso é válido listar aqui a SWOT. Esta sigla é a abreviação para strenghts, weaknesses, opportunities e threats, ou seja, forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Detalhando:

  • Forças: Fatos positivos internos, como diferenciais da sua empresa ou produto, vantagens sobre a concorrência, expertise da equipe, vantagens regionais, poder econômico ou marca amada pelo público.
  • Fraquezas: Fatos negativos internos, como lacunas de treinamento, altos custos, administração engessada ou ineficiente, danos à marca, falta de conhecimento do mercado ou produtos desatualizados.
  • Oportunidades: Pontos positivos externos, como um aumento da demanda pelo seu tipo de produto, melhoras no cenário econômico, notícias na mídia que favorecem seu negócio ou fatos que enfraqueçam a concorrência.
  • Ameaças: Pontos negativos externos, como crises econômicas, decisões políticas ou judiciais que impactem seu ramo, fortalecimento da concorrência ou mudanças negativas no comportamento do consumidor.

Além da técnica listada acima, é muito importante dividir em camadas as responsabilidades. Se você tem um corpo técnico de um segmento, peça para ela realizar esse levantamento e lhe alimentar com informações como as respostas da SWOT.

E lembre-se: na maioria das vezes mais vale uma decisão tomada de forma errada inicialmente e no primeiro momento realinhar velas e seguir em outra que não tomar uma decisão. A não ação pode significar o fim de seu negócio. Temos vários exemplos de grandes empresas que afundaram justamente por não terem tomado decisão no momento certo.

Qual seu objetivo profissional?

Recentemente estive envolvido com um projeto para reorganizar uma empresa. Dentre as atividades necessárias, mapear qualidades e defeitos da equipe atual e planejar próximos passos como contratações, demissões, etc. Neste processo procurei opiniões de profissionais de minha confiança sobre direcionamentos de recursos humanos. Eis que uma dessas pessoas me contou um caso interessante, que por acaso vai de encontro de como gerencio minha vida profissional.

Liguei para um candidato sobre uma nova oportunidade. Era uma promoção de seu cargo atual, e ele tinha as habilidades e qualificações corretas.

Desculpe, mas não estou interessado, ele disse educadamente.

Pressionei-o até que ele disse algo que realmente me confundiu. Ele me disse “já cheguei ao topo”.

Eu estava familiarizado com sua empresa atual e olhei para o CV novamente.

Ele não estava perto do topo. Ele precisaria de binóculos para ver o topo. Ele ainda não era nem um gerente.

Ele me explicou que chegar ao topo, para ele, significava que ele adorava o trabalho que fazia todos os dias, gostava da empresa que trabalhava, era tratado sempre justamente e com respeito por seus companheiros de trabalho, ganhava o suficiente para se sentir confortável, tinha flexibilidade e, o mais importante para ele, nunca perdeu um único jogo de futebol, jogo escolar, reuniões de pais e mestres, aniversário ou qualquer evento familiar.

Ele sabia o que significava o próximo passo em sua carreira. Menos tempo livre, mais viagens e sacrifícios que não valiam a pena diante de seus objetivos.

A definição de chegar ao topo é individual. Não se deixe levar por um “guru do RH” ou a definição da sociedade.

A compra da Pebble pela Fitbit e a mancha no financiamento coletivo

Depois de rumores publicados pela Bloomberg no dia 7 de Dezembro, um dia após a transação foi confirmada por ambos players (https://www.bloomberg.com/news/articles/2016-12-07/pebble-said-to-discuss-selling-software-assets-to-fitbit). Claramente foi uma operação para matar a Pebble, já que era um player que estava atrapalhando as vendas da Fitbit, e somente os ativos de software foram negociados.

A notícia veio como uma bomba para o mercado de Crowdfunding, já que a Pebble surgiu a partir de um financiamento coletivo pelo Kickstarter e um segundo produto da mesma empresa também estava sendo comercializado pela plataforma. Acontece que o suporte para o produto foi encerrado, assim como sua garantia e as compras do novo modelo foram suspensas e o valor só será devolvido ano que vem.

Localiza + Hertz = Big Player

O mercado de locações de veículos ganha um novo Big Player com a aquisição da Hertz pela Localiza. A Localiza já detinha o título de maior market share, seguida pela recém adquirida Hertz. Com isso 48% do mercado ficam em poder da Localiza a partir de agora.

Distribuição das locadoras no território Brasileiro

Movida, Unidas e outros players de menor porte provavelmente terão maior dificuldade de crescimento com a consolidação de mercado. Apesar disso, a tendência de um crescimento na base de clientes, com a diminuição de compra de veículos tende a equilibrar os números futuros e abrir espaço para expansão de todas as empresas.

As ações da empresa responderam bem ao movimento.

localiza

O novo problema do e-commerce: e-Sedex

Os Correios vão extinguir o serviço e-Sedex a partir de 1º de janeiro de 2017. A notícia pegou o e-commerce de surpresa. O e-Sedex é considerado a principal alternativa para entrega rápida de encomendas no varejo online.

A consequência direta é o aumento de preços no frete e uma redução da qualidade. Quem vai pagar essa conta com os varejistas será o consumidor final. Com isso teremos também uma concentração de mercado, reduzindo o espaço dos pequenos sites. Hoje, sem uma média de cem entregas por dia, você não consegue ter acesso a uma transportadora privada. O fim do e-Sedex prejudica muito os pequenos e médios empreendedores.

Segundo estimativas da ABComm, o preço do frete representa de 6% a 12% do valor pago de um produto adquirido pela web. Quanto menor é a loja virtual, maior o peso do custo da entrega. Sem volume para negociar o frete com transportadoras, o preço pago pelos pequenos empresários é parecido com o cobrado das pessoas físicas.

Preparado para encarar esta nova realidade?

O fracasso dos SmartWatches

Passados alguns anos do lançamento dos primeiros SmartWatches, parece que o mercado deste tipo de produto não vingou. O Android Wear, sistema operacional da Google desenvolvido para os relógios de pulso, vendeu poucas unidades. A plataforma da Apple também não emplacou.

A maioria dos equipamentos não é um dispositivo autônomo. Suas funcionalidades são em grande parte completadas pelo processamento de um Smartphone. Isso faz com que os smartwatches se tornem acessórios pouco úteis, pois deixam de ser inteligentes para se tornarem apenas uma extensão cara dos celulares.

A falta de características inovadoras e recursos que realmente fazem o usuário reconhecer o dispositivo como algo essencial não fazem dele um dispositivo arrasador. As funções que realmente chamam a atenção já estavam presentes em pulseiras fitness.

E, para completar, um grande vilão dessa tecnologia é a bateria. Relógios normais levam anos para se precisar trocar a bateria, enquanto os smarts, precisam ir para tomada praticamente todo dia.

Huawei e LG, que também tentaram entrar nesse mercado já desistiram. Motorola parece ser a próxima. E a Apple?