A importância da correta análise na tomada de decisão

Em muitos momentos empresários precisam tomar decisões importantes e/ou arriscadas que podem significar sucesso ou falha de um projeto. Isso envolve sair da zona de conforto, assumir responsabilidades e, o que é mais grave, aceitar consequências.

Um processo decisório eficaz deve ser composto da combinação de dados e de competências. Um gestor experiente deve utilizar a maior quantidade de informações disponíveis para a tomada de decisão. A premissa básica é que tais dados estejam disponíveis e mensuráveis. Não adianta você buscar um dado que não possa ser encontrado facilmente, em quantidade suficiente, ou que não possa ser medido. Boas informações são aquelas que te ajudam a tomar boas decisões. Se você tem bons dados, mas não consegue organizá-los ou utilizá-los para uma tomada de decisão eficaz, eles podem ser dispensados.

Não costumo pontuar técnicas, mas acho que nesse caso é válido listar aqui a SWOT. Esta sigla é a abreviação para strenghts, weaknesses, opportunities e threats, ou seja, forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Detalhando:

  • Forças: Fatos positivos internos, como diferenciais da sua empresa ou produto, vantagens sobre a concorrência, expertise da equipe, vantagens regionais, poder econômico ou marca amada pelo público.
  • Fraquezas: Fatos negativos internos, como lacunas de treinamento, altos custos, administração engessada ou ineficiente, danos à marca, falta de conhecimento do mercado ou produtos desatualizados.
  • Oportunidades: Pontos positivos externos, como um aumento da demanda pelo seu tipo de produto, melhoras no cenário econômico, notícias na mídia que favorecem seu negócio ou fatos que enfraqueçam a concorrência.
  • Ameaças: Pontos negativos externos, como crises econômicas, decisões políticas ou judiciais que impactem seu ramo, fortalecimento da concorrência ou mudanças negativas no comportamento do consumidor.

Além da técnica listada acima, é muito importante dividir em camadas as responsabilidades. Se você tem um corpo técnico de um segmento, peça para ela realizar esse levantamento e lhe alimentar com informações como as respostas da SWOT.

E lembre-se: na maioria das vezes mais vale uma decisão tomada de forma errada inicialmente e no primeiro momento realinhar velas e seguir em outra que não tomar uma decisão. A não ação pode significar o fim de seu negócio. Temos vários exemplos de grandes empresas que afundaram justamente por não terem tomado decisão no momento certo.

Qual seu objetivo profissional?

Recentemente estive envolvido com um projeto para reorganizar uma empresa. Dentre as atividades necessárias, mapear qualidades e defeitos da equipe atual e planejar próximos passos como contratações, demissões, etc. Neste processo procurei opiniões de profissionais de minha confiança sobre direcionamentos de recursos humanos. Eis que uma dessas pessoas me contou um caso interessante, que por acaso vai de encontro de como gerencio minha vida profissional.

Liguei para um candidato sobre uma nova oportunidade. Era uma promoção de seu cargo atual, e ele tinha as habilidades e qualificações corretas.

Desculpe, mas não estou interessado, ele disse educadamente.

Pressionei-o até que ele disse algo que realmente me confundiu. Ele me disse “já cheguei ao topo”.

Eu estava familiarizado com sua empresa atual e olhei para o CV novamente.

Ele não estava perto do topo. Ele precisaria de binóculos para ver o topo. Ele ainda não era nem um gerente.

Ele me explicou que chegar ao topo, para ele, significava que ele adorava o trabalho que fazia todos os dias, gostava da empresa que trabalhava, era tratado sempre justamente e com respeito por seus companheiros de trabalho, ganhava o suficiente para se sentir confortável, tinha flexibilidade e, o mais importante para ele, nunca perdeu um único jogo de futebol, jogo escolar, reuniões de pais e mestres, aniversário ou qualquer evento familiar.

Ele sabia o que significava o próximo passo em sua carreira. Menos tempo livre, mais viagens e sacrifícios que não valiam a pena diante de seus objetivos.

A definição de chegar ao topo é individual. Não se deixe levar por um “guru do RH” ou a definição da sociedade.

A compra da Pebble pela Fitbit e a mancha no financiamento coletivo

Depois de rumores publicados pela Bloomberg no dia 7 de Dezembro, um dia após a transação foi confirmada por ambos players (https://www.bloomberg.com/news/articles/2016-12-07/pebble-said-to-discuss-selling-software-assets-to-fitbit). Claramente foi uma operação para matar a Pebble, já que era um player que estava atrapalhando as vendas da Fitbit, e somente os ativos de software foram negociados.

A notícia veio como uma bomba para o mercado de Crowdfunding, já que a Pebble surgiu a partir de um financiamento coletivo pelo Kickstarter e um segundo produto da mesma empresa também estava sendo comercializado pela plataforma. Acontece que o suporte para o produto foi encerrado, assim como sua garantia e as compras do novo modelo foram suspensas e o valor só será devolvido ano que vem.

Localiza + Hertz = Big Player

O mercado de locações de veículos ganha um novo Big Player com a aquisição da Hertz pela Localiza. A Localiza já detinha o título de maior market share, seguida pela recém adquirida Hertz. Com isso 48% do mercado ficam em poder da Localiza a partir de agora.

Distribuição das locadoras no território Brasileiro

Movida, Unidas e outros players de menor porte provavelmente terão maior dificuldade de crescimento com a consolidação de mercado. Apesar disso, a tendência de um crescimento na base de clientes, com a diminuição de compra de veículos tende a equilibrar os números futuros e abrir espaço para expansão de todas as empresas.

As ações da empresa responderam bem ao movimento.

localiza

O novo problema do e-commerce: e-Sedex

Os Correios vão extinguir o serviço e-Sedex a partir de 1º de janeiro de 2017. A notícia pegou o e-commerce de surpresa. O e-Sedex é considerado a principal alternativa para entrega rápida de encomendas no varejo online.

A consequência direta é o aumento de preços no frete e uma redução da qualidade. Quem vai pagar essa conta com os varejistas será o consumidor final. Com isso teremos também uma concentração de mercado, reduzindo o espaço dos pequenos sites. Hoje, sem uma média de cem entregas por dia, você não consegue ter acesso a uma transportadora privada. O fim do e-Sedex prejudica muito os pequenos e médios empreendedores.

Segundo estimativas da ABComm, o preço do frete representa de 6% a 12% do valor pago de um produto adquirido pela web. Quanto menor é a loja virtual, maior o peso do custo da entrega. Sem volume para negociar o frete com transportadoras, o preço pago pelos pequenos empresários é parecido com o cobrado das pessoas físicas.

Preparado para encarar esta nova realidade?

Como você controla suas vendas?

As melhores práticas de mercado consistem em implementar, analisar e seguir processos para desempenhar da melhor forma a venda de seu produto ou serviço. Acontece que, principalmente para o pequeno negócio e para os novos empresários, nem sempre o correto mapeamento e definição de processos é realizado.

Qualquer negócio para crescer precisa vender. E é justamente nesse ponto que muitos erram sem perceber. Dedicam enorme atenção para a criação de um produto ou serviço mas não dão a devida atenção ao acompanhamento de vendas.

Como você controla suas vendas?

Durante uma pesquisa que a Um Publicidade realizou com pequenos empresários, identificamos que em mais de 80% dos casos não existia um real controle de vendas. Anotações em papel, pequenos tickets e outros recursos bem limitados e sujeitos a falhas eram as soluções adotadas pela maioria dos gestores. Menos de 5% possuíam algum tipo de histórico de vendas.

Os números demonstraram que estes gestores precisam se mover, e de forma rápida, para poder galgar novos patamares.

Existem soluções no mercado para controlar vendas, algumas inclusive sem custo, porém a maioria peca por adicionar complexidade desnecessária no processo de vendas do pequeno negócio, desencorajando a adesão.

Foi pensando nestas dificuldades que desenvolvi o Venda e Controle – um software simples e objetivo que tem como função propiciar o correto controle de suas vendas de maneira prática e eficiente.

Então, vai continuar anotando as vendas em um bloquinho? Usar aquela planilha? Evolua e facilite o caminho de crescimento de seu negócio!

Entre em contato comigo e vamos agendar uma conversa.

Renan Viegas
[email protected]
Celular: (21) 98374-8413

Governo decreta o fim do e-commerce de pequeno porte

O caminho natural de todo negócio que deseja romper fronteiras é sem dúvida alguma a Internet. Nela você aparece para um enorme público consumidor e consegue escalabilidade de vendas de maneira rápida (se bem trabalhada, claro).

Mas nem tudo são flores. O ano de 2016 trouxe junto uma nova regra comercial imposta pelo governo que complica bastante a operação de e-commerce: o Convênio ICMS 87/2015. Desde primeiro de janeiro de 2016 a nova tributação está em vigor, portanto, para venda para consumidor final não contribuinte do ICMS a alíquota de destaque em documento fiscal será a alíquota interestadual (7,00% para as Regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste, e Espirito Santo – 12% para as Regiões Sul, e Sudeste), e a diferença entre a alíquota interestadual e a alíquota interna do estado de destino deverá ser partilhada entre os estados de origem e destinatário da mercadoria na seguinte proporção:

  • Em 2016: 40% Destino 60% Origem
  • Em 2017 60% Destino 40% Origem
  • Em 2018 80% Destino 20% Origem

A partir de 2019 100% recolhido ao estado de Destino.

Vale lembrar que nas vendas para contribuinte do ICMS este será o responsável em recolher a diferença entre as alíquotas do estado de origem e destinatário para o fisco local (Estado onde estiver estabelecido) sem partilhar o recolhimento, ou seja, 100% para o estado de destino.

Vamos a alguns exemplos:

01) Venda de SP para não contribuinte do ICMS no RJ
Produto Nacional
Empresa de Lucro Real/Lucro Presumido
Alíquota Interestadual 12%
Alíquota Interna RJ 19%
Valor da Venda R$ 1.000,00
Data da venda 10/01/2016
ICMS DA OPERAÇÃO (Devido ao estado de Origem na apuração do mês) R$ 1.000,00*12% = R$ 120,00
ICMS PARTILHADO R$ 1.000,00*7% (19%-12%= 7%) = R$ 70,00 Sendo:
R$ 70,00*40% = R$ 28,00 ao estado de DESTINO RJ
R$ 70,00*60% = R$ 42,00 ao estado de ORIGEM SP

02) Venda de SP para não contribuinte do ICMS no RJ
Produto SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
Empresa de Lucro Real/Lucro Presumido
Alíquota Interestadual 12%
Alíquota Interna RJ 19%
Valor da Venda R$ 1.000,00
Data da venda 10/01/2016
ICMS DA OPERAÇÃO (Devido ao estado de Origem na apuração do mês) R$ 1.000,00*0% = R$ 0,00
ICMS PARTILHADO R$ 1.000,00*7% (19%-12%= 7%) = R$ 70,00 Sendo:
R$ 70,00*60% = R$ 42,00 ao estado de ORIGEM SP (Aguardar decisão estadual sobre o recolhimento)
R$ 70,00*40% = R$ 28,00 ao estado de DESTINO RJ

03) Venda de SP para não contribuinte do ICMS no RJ
Produto Nacional
Empresa do SIMPLES NACIONAL
Alíquota Interestadual 12%
Alíquota Interna RJ 19%
Valor da Venda R$ 1.000,00
Data da venda 10/01/2016
ICMS DA OPERAÇÃO (Devido ao estado de Origem na apuração do mês) R$ 1.000,00*1,25% [considerando que a empresa está na primeira faixa do Anexo I da LC 123] = R$ 12,50
ICMS PARTILHADO R$ 1.000,00*7% (19%-12%= 7%) = R$ 70,00 Sendo:
R$ 70,00*60% = R$ 0,00 ao estado de ORIGEM SP (Não devido)
R$ 70,00*40% = R$ 28,00 ao estado de DESTINO RJ

04) Venda de SP para não contribuinte do ICMS no RJ
Produto IMPORTADO (Com similar Nacional)
Empresa do Lucro Real/Lucro Presumido
Alíquota Interestadual 12% (Aguardar decisão Estadual – 04% ou 12%)
Alíquota Interna RJ 19%
Valor da Venda R$ 1.000,00
Data da venda 10/01/2016
ICMS DA OPERAÇÃO (Devido ao estado de Origem na apuração do mês) R$ 1.000,00*12% = R$ 120,00
ICMS PARTILHADO R$ 1.000,00*7% (19%-12%= 7%) = R$ 70,00 Sendo:
R$ 70,00*60% = R$ 42,00 ao estado de ORIGEM SP
R$ 70,00*40% = R$ 28,00 ao estado de DESTINO RJ

Até aí temos um complicador sistêmico, que pode ser resolvido com ajustes na ferramenta de e-commerce utilizada. Acontece que não é tão simples assim. Além de causar uma natural elevação dos preços, pelo fato que pra não praticar preços diferentes por estado, a maioria dos gestores vai optar por utilizar a taxa mais alta, existe ainda um complicador operacional. O recolhimento do imposto deve ser efetuado por meio da Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais – GNRE ou outro documento de arrecadação, de acordo com a legislação de cada estado. Ou seja, se você vendeu um produto para cada estado terá que acessar sistemas de estados diferentes para gerar a guia para pagamento. Com isso o processo operacional de qualquer pedido se torna lento e trabalhoso, pois a maioria dos estados não possui meios de interação sistêmica para geração e pagamento de tais guias, trazendo um complicador crucial para operação do pequeno empreendedor.

Para variar o governo brasileiro está praticamente matando o pequeno e-commerce. Os custos operacionais para cumprir tal legislação tornam a operação inviável. Levando em conta que ainda estamos em um período de crise, esta medida é completamente absurda.

Foi dada a largada para uma nova leva de demissões e falência de pequenos negócios.

Está faltando trabalho ou está faltando competência?

Estamos diante de uma crise, fato. A cada semana leio e tomo conhecimento por amigos de empresas demitindo funcionários, negócios encerrando atividades e empresas perdendo contratos. Entretanto paralelo a este fato, continuo a observar que além de uma baixa na oferta de vagas, o que falta não é trabalho, e sim competência.

Recentemente postei em uma rede social 6 oportunidades pontuais de prestação de serviços, em segmentos diferentes, para negócios que estou envolvido. Apenas uma delas exigia diploma, agora todas as outras eram passíveis de execução por qualquer pessoa. O texto era o seguinte:

“Momento classificados

Procuro:
– Contador recém formado;
– Artesão que trabalhe bem com resina;
– Empresa que faça balões de hélio em material diferente de borracha personalizados;
– Expert em Asterix e VoiP;
– Serralheiro bom e inteligente que trabalhe com ferro e alumínio;
– Marceneiro bom e inteligente;

Alguém pode ajudar? Ah, tem que ser do Rio.”

Sabe quantos negócios eu fechei com profissionais para fornecerem tais serviços? Nenhum. Sim, isso mesmo, nenhum. Com o advento da Internet, aprender nunca foi tão fácil. Tutoriais em texto, imagem, áudio e vídeo são encontrados com facilidade. Dentre alguns de meus amigos e conhecidos, certamente existiam pessoas que estavam desalocadas e possuíam inteligência suficiente para buscar informação e aprender como executar algumas destas demandas e sinalizarem que gostariam de enviar um orçamento.

Oportunidade não se perde – esta foi uma das primeiras lições que aprendi na prática depois de algum tempo como empreendedor. Muitas vezes estamos diante de oportunidades latentes mas não visualizamos. A cegueira cultural enraizada vem desde a infância, quando pais, parentes e amigos perguntam: o que você quer ser quando crescer? Todos esperam sempre uma resposta única, monolítica e esta vira um fardo para o indivíduo. Agora será mesmo que você só tem capacidade de exercer uma atividade? Pessoalmente aposto que não.

O cliente sempre tem razão. Será?

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“O cliente sempre tem razão”, diz o velho bordão citado por alguns administradores. Grande parte dos gestores tem esse paradigma na mente. Sem o cliente seu negócio não é nada, fato, agora será que a gestão deve sempre dar razão ao cliente? Devemos sempre concordar com o cliente, mesmo quando ele está errado?

Recentemente tive um caso que tal paradigma foi posto a prova. A Um Publicidade (empresa que sou sócio gestor) foi contratada para reformular o website de um cliente e avançar em um projeto de CRM iniciado por outro fornecedor. Nas primeiras reuniões tudo parecia que iria seguir da melhor maneira possível, com o cliente mencionando que dedicaria todos os esforços para passar as informações necessárias e interagir sempre que necessário no menor intervalo de tempo possível, respondendo questionamentos até fora do horário comercial.

Pois bem, algumas semanas se passaram e tal cliente tirou férias e delegou algumas decisões para seu filho, que parecia participar ativamente das atividades da empresa e nas primeiras reuniões também apresentou tamanha disponibilidade e interesse em ajudar. Até aí melhor dos mundos, certo? É… Não foi bem assim. Ao longo do início do projeto agendei algumas audioconferências as quais o mesmo nunca apareceu. Nas duas primeiras pediu desculpas e justificou sua ausência algumas horas depois e nas subsequentes nem isso mais fez. E-mails eram enviados e não respondidos. Materiais que deveriam ser entregues não foram.

Passadas algumas semanas, o projeto não caminhava. Eis que a gestora retorna de férias e começa a tomar conhecimento da evolução do projeto e menciona que iria em breve focar seus esforços em recuperar o tempo perdido. E o que ocorreu? O mesmo problema. Respostas de simples questionamentos por e-mail demoravam dias.

Quem trabalha com serviços sabe muito bem que cronograma é algo que deve ser perseguido sempre. Claro que percalços podem acontecer e o mesmo pode ser ajustado, agora não ter cronograma significa prejuízo na certa. Funcionários são alocados baseados no timming das atividades e, se estas dependem de interações com o cliente, qualquer falha na passagem de informação pelo contratante significa atraso e prejuízo.

Para completar o mesmo cliente em um momento diz que o trabalho está ótimo e outro diz o oposto. Isso em uma parte que não sofreu alteração alguma, ou seja, uma atitude típica de pessoas com distúrbio da bipolaridade.

Procuro ser sempre transparente com todos clientes e, para evitar falhas de comunicação, as vezes preciso elaborar e-mails um pouco mais longos para que todos detalhes fiquem registrados. E, por ter esta atitude, pude em diversos momentos comprovar para o cliente as falhas ocorridas ao longo do processo e que em todas o mesmo foi o agente causador.

Alguns momentos “engolimos sapos” e estrategicamente cedemos concedendo descontos, implementando algo além do contratado, etc. Agora sempre devemos realizar um acompanhamento preciso para que tais benefícios não se tornem prejuízo.

No momento estamos em fase de conclusão do projeto e a postura que tive como gestor foi a de não dar razão ao cliente a qualquer custo. Posso perder tal cliente? Sim, inclusive neste caso tenho certeza que irá acontecer. Estamos em um momento de crise e sabemos que perder um cliente não é nada bom. Agora compensa manter um cliente que traz prejuízo? Que faz questionamentos infundados e muda de opinião sem motivo aparente? Na minha opinião, não.

E você, como encara estas questões?

A importância das métricas certas

Blank Video Project

Muitas vezes durante reuniões de prospecção ou alinhamento com clientes ouço os famosos comentários:

“Olha a quantidade de likes dessa página no Facebook”
“Este vídeo tem mais de um milhão de visualizações”
“Esta foto no Instagram recebeu várias curtidas”

Para muitos, isto é métrica. Mas o fato é que não é. Este número não tem conexão direta com o engajamento de audiência.

Uma agência internacional resolveu fazer uma prova de conceito para jogar por terra esses argumentos. A Solve criou um vídeo completamente em branco e conseguiu mais de 100.000 views no YouTube. São 4 minutos de tela em branco. Não acredita? Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RYMtNqiVMBI.

Canso de ver no mercado empresas e profissionais (até alguns “renomados”) citando views e likes como o Santo Graal. O experimento da Solve provou que até o menos criativo dos vídeos consegue viralizar – disse o CEO John Colasanti em uma entrevista.

O Blank Video Project foi divulgado como anúncio pre-roll no YouTube para a audiência norte-americana. Depois de 5 segundos podia ser pulado, e a agência foi cobrada quando um usuário assistiu a pelo menos 30 segundos do conteúdo. No final das contas, o vídeo gerou mais de 100.000 visualizações por um investimento de apenas USD 1,400 – foi exibido 227.819 vezes, o que significa que cerca de 46% assistiram a pelo menos 30 segundos. Segundo a Solve, a média assistida foi de 61% do vídeo, e 22% assistiram até o final. Como pode-se imaginar, muitas visualizações devem ter sido por engano – acontece quando você coloca para tocar uma playlist, por exemplo, e não permanece no computador –, e ainda assim esses números podem facilmente ser vendidos como prova de engajamento. Para a Solve, a moral da história é que as views são um falso indicador de sucesso e devem parar de ser um fetiche. “A eficiência criativa sempre foi difícil de medir”, diz John – “Muitos profissionais de marketing olham para as visualizações como uma forma rápida e fácil de indicar o poder de um conteúdo. Sozinhas, elas simplesmente não funcionam como métrica absoluta e crítica para medir e comparar a eficiência criativa”.

Então, que tal romper paradigmas comerciais e se preocupar e focar de fato em métricas reais? Conte com a ajuda da Um Publicidade para isso. Entre em contato comigo pelo e-mail [email protected].

Confira o projeto de prova de conceito da Solve citado no texto acima – http://www.solve-ideas.com/portfolio/blank-video-project/