Localiza + Hertz = Big Player

O mercado de locações de veículos ganha um novo Big Player com a aquisição da Hertz pela Localiza. A Localiza já detinha o título de maior market share, seguida pela recém adquirida Hertz. Com isso 48% do mercado ficam em poder da Localiza a partir de agora.

Distribuição das locadoras no território Brasileiro

Movida, Unidas e outros players de menor porte provavelmente terão maior dificuldade de crescimento com a consolidação de mercado. Apesar disso, a tendência de um crescimento na base de clientes, com a diminuição de compra de veículos tende a equilibrar os números futuros e abrir espaço para expansão de todas as empresas.

As ações da empresa responderam bem ao movimento.

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O fracasso dos SmartWatches

Passados alguns anos do lançamento dos primeiros SmartWatches, parece que o mercado deste tipo de produto não vingou. O Android Wear, sistema operacional da Google desenvolvido para os relógios de pulso, vendeu poucas unidades. A plataforma da Apple também não emplacou.

A maioria dos equipamentos não é um dispositivo autônomo. Suas funcionalidades são em grande parte completadas pelo processamento de um Smartphone. Isso faz com que os smartwatches se tornem acessórios pouco úteis, pois deixam de ser inteligentes para se tornarem apenas uma extensão cara dos celulares.

A falta de características inovadoras e recursos que realmente fazem o usuário reconhecer o dispositivo como algo essencial não fazem dele um dispositivo arrasador. As funções que realmente chamam a atenção já estavam presentes em pulseiras fitness.

E, para completar, um grande vilão dessa tecnologia é a bateria. Relógios normais levam anos para se precisar trocar a bateria, enquanto os smarts, precisam ir para tomada praticamente todo dia.

Huawei e LG, que também tentaram entrar nesse mercado já desistiram. Motorola parece ser a próxima. E a Apple?

Apple não consegue emplacar o Watch

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Em março deste ano, enquanto noticiava a entrada no páreo da Tag Heuer (http://www.renanviegas.com.br/blog/tag-heuer-arregaca-a-manga-e-entra-no-mercado-de-smartwatch/) já havia previsto o insucesso da tentativa de posicionamento do Watch como produto para o mercado de luxo. Atualmente a Apple está vendendo menos de 20.000 unidades nos EUA, com quedas para até 10.000 em alguns dias. Mesmo considerando o boom de vendas de Abril, quando vendeu até 200.000 unidades por dia, o produto não parece ter tido o mesmo sucesso que outros lançamentos. A partir de Maio as vendas já começaram a dar sinais de queda expressiva.

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Desde que tomei conhecimento não apostava minhas fichas no sucesso comercial do projeto. Passado alguns meses de seu lançamento, os números apresentados pelo Watch confirmam minha previsão.

O gráfico apresentado é de seu modelo mais barato, o Apple Watch Sport, que se consolida como a linha mais popular, compondo dois terços do volume de vendas total. Falando do modelo Apple Watch Edition, que tem preços a partir de USD 10,000, a Apple vendeu menos de 2.000 unidades nos EUA. O produto não agradou e a estratégia de posicionamento como produto de luxo também não.

Seria um sinal forte da falta da figura de Jobs na empresa? Acho que sim.

Xiaomi e Microsoft

Microsoft e Xiaomi estão testando uma nova abordagem frente ao Google que consiste na possibilidade de mudança de Android para Windows 10 nos aparelhos da fabricante Xiaomi, líder de mercado na China. Oferecido inicialmente sem custo para um seleto grupo de usuários, o sistema é disponibilizado na forma de ROM, que pode ser instalado no telefone substituindo o sistema Android. Xiaomi está em franca expansão mundial, inclusive contando com escritório no Brasil.

Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

O futuro da Nokia

Rumores surgiram esta semana sobre uma possível compra da divisão de telefonia da Nokia pela Microsoft. Analisando os últimos movimentos da fabricante, tudo indica que este caminho vem sendo preparado desde o abandono do Meego e do Symbian em prol do WM7.

Seria este um bom negócio para a Nokia, para Microsoft ou para ambas?

Particularmente acho que quem ganha nesta negociação é a Microsoft. A Nokia é uma peça chave para uma empresa que pretende avançar em um mercado que cada vez mais converge no mobile, utilizando a base de conhecimento de um grande fabricante. Nos últimos meses, o Android vem tomando um mercado voraz que prejudicou bastante o resultado financeiro da Nokia.

Para os acionistas da Nokia, a negociação chega no tempo exato para gerar uma boa capitalização e deixar o desafio de enfrentar a Apple e o Google para um player que tem um histórico interessante de enfrentamento, mas precisa melhorar e muito sua estratégia para fazer frente aos big players atuais.

Será que a Microsoft vai conseguir? Confesso apostar poucas fichas neste sucesso. Veremos!