E-commerce – o panorama Brasileiro

O Brasil é um dos países que o e-commerce teve penetração mais rápida. Uma prévia que tive acesso dos números de uma pesquisa de 2015 revela que a penetração do e-commerce atinge 71% dos consumidores brasileiros. Dos entrevistados, 45% dizem ter feito alguma aquisição pela internet, de produto ou de serviço, durante o último mês.

A pesquisa destaca que os usuários nacionais de sites de e-commerce buscam preços competitivos (71%), grande variedade de produtos (42%), processo de checkout simples e baixo custo de transporte e impostos (35%). Para os brasileiros, o baixo preço (59%) e a praticidade e agilidade no processo de pagamento (56%) são os principais atrativos para comprarem pelo e-commerce. Este último fator obteve um índice muito parecido de um estudo divulgado recentemente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), em que 54,46% dos paulistanos apontaram a praticidade como o principal diferencial do comércio eletrônico.

As principais razões que influenciam os consumidores a abandonar os carrinhos de compra são: custos de frete, 53%, taxas e impostos adicionais para a entrega, 48%, e tempo de entrega, 45%.

As categorias de produtos mais buscadas são livros, 63%, hardware e software, 59%, e eletrônicos de consumo, 66%. A categoria de vestuário vem crescendo, saltando de 11% para 17% nesta recente pesquisa.

Quando questionados sobre as suas preferências no recebimento de informações sobre novos produtos, promoções e outras ofertas de varejistas/marcas, 72% dos brasileiros optaram para que a comunicação se realizasse via e-mail. Apesar disso, 16% ainda preferem o recebimento de informações em catálogos ou por mala direta, indicando que o correio também é um canal muito atrativo para os varejistas online.

Em parte credito esta ascensão a morosidade, burocracia e custos envolvidos no processo de abertura e manutenção de uma loja física em qualquer cidade do país. O comércio de rua e shopping ainda são importantes, mas o e-commerce consolidou-se como um player essencial para empresas nacionais.

A Um Publicidade, minha empresa, presta consultoria desde o processo de pesquisa até o acompanhamento de uma operação de um e-commerce. Identificamos seu perfil de consumidor digital, mapeamento demandas de produtos, definimos processos e selecionamos as melhores, mais adequadas ferramentas e fornecedores para o porte de seu negócio. Vamos bater um papo? Entre em contato conosco pelo e-mail contato@umpublicidade.com.br.

Xiaomi e Microsoft

Microsoft e Xiaomi estão testando uma nova abordagem frente ao Google que consiste na possibilidade de mudança de Android para Windows 10 nos aparelhos da fabricante Xiaomi, líder de mercado na China. Oferecido inicialmente sem custo para um seleto grupo de usuários, o sistema é disponibilizado na forma de ROM, que pode ser instalado no telefone substituindo o sistema Android. Xiaomi está em franca expansão mundial, inclusive contando com escritório no Brasil.

Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Monetização e ética

A nova política de privacidade e termos de uso do Instagram que entrará em vigor, permitindo o serviço a usar fotos sem pagar nem avisar o usuário, trouxe a tona um tópico que vem sempre em evidência no modelo de negócios de qualquer empresa: monetização.

Toda empresa precisa dar lucro, portanto meios de viabilizar receita são sempre buscados por seus gestores e colaboradores. Até este ponto normal, porém, visando a efetivação de um objetivo, algumas empresas deixam a ética de lado. Mudar a “regra do jogo”, dependendo do contexto, pode ser encarado como uma “rasteira” por seus usuários.

O caso do Instagram ilustra perfeitamente o que comentei. Os documentos que regem e relação usuário/serviço permitem que a start-up, comprada pelo Facebook em abril por US$ 1 bilhão, e o próprio Facebook, utilizem as fotos postadas sem pagar nada aos usuários. Seria ético você produzir fotos e estas mesmas ilustrarem peças publicitárias de terceiros sem que você saiba? E se levar em conta que boa parte da base de usuários do Instagram utiliza apenas o aparelho celular para interagir na rede social e, provavelmente, nem tomará conhecimento destas mudanças de privacidade? E se além de utilizar suas fotos sem seu conhecimento o serviço ainda lucrar com isso? Pois é, isto que irá acontecer.

Em termos de negócio, além de anti-ético, tal mudança pode provocar uma evasão considerável e migração de seus usuários para serviços concorrentes como o Flickr, fazendo com que uma estratégia para gerar dinheiro cause justamente o oposto.

Além de usuários pessoa física, várias empresas também estão abandonando o serviço. A National Geographic Society, organização que é proprietária da revista e do canal televisivo correspondentes, suspendeu as postagens da conta NatGeo.

Dia 18 de dezembro, um dia após a mudança, Kevin Systrom (cofundador do Instagram) informou que os direitos das imagens continuarão com os usuários.

“Desde que fizemos as mudanças, nós ouvimos alto e claro que muitos usuários estão confusos e chateados com o que isso significa. É fácil interpretar errado documentos jurídicos”, escreveu Systrom.

Ao pensar em estratégias de monetização, ética sempre deve ser um ponto importante a ser considerado. Um “desespero” por lucro pode acabar arruinando todo seu negócio.

O futuro da Nokia

Rumores surgiram esta semana sobre uma possível compra da divisão de telefonia da Nokia pela Microsoft. Analisando os últimos movimentos da fabricante, tudo indica que este caminho vem sendo preparado desde o abandono do Meego e do Symbian em prol do WM7.

Seria este um bom negócio para a Nokia, para Microsoft ou para ambas?

Particularmente acho que quem ganha nesta negociação é a Microsoft. A Nokia é uma peça chave para uma empresa que pretende avançar em um mercado que cada vez mais converge no mobile, utilizando a base de conhecimento de um grande fabricante. Nos últimos meses, o Android vem tomando um mercado voraz que prejudicou bastante o resultado financeiro da Nokia.

Para os acionistas da Nokia, a negociação chega no tempo exato para gerar uma boa capitalização e deixar o desafio de enfrentar a Apple e o Google para um player que tem um histórico interessante de enfrentamento, mas precisa melhorar e muito sua estratégia para fazer frente aos big players atuais.

Será que a Microsoft vai conseguir? Confesso apostar poucas fichas neste sucesso. Veremos!