O fracasso dos SmartWatches

Passados alguns anos do lançamento dos primeiros SmartWatches, parece que o mercado deste tipo de produto não vingou. O Android Wear, sistema operacional da Google desenvolvido para os relógios de pulso, vendeu poucas unidades. A plataforma da Apple também não emplacou.

A maioria dos equipamentos não é um dispositivo autônomo. Suas funcionalidades são em grande parte completadas pelo processamento de um Smartphone. Isso faz com que os smartwatches se tornem acessórios pouco úteis, pois deixam de ser inteligentes para se tornarem apenas uma extensão cara dos celulares.

A falta de características inovadoras e recursos que realmente fazem o usuário reconhecer o dispositivo como algo essencial não fazem dele um dispositivo arrasador. As funções que realmente chamam a atenção já estavam presentes em pulseiras fitness.

E, para completar, um grande vilão dessa tecnologia é a bateria. Relógios normais levam anos para se precisar trocar a bateria, enquanto os smarts, precisam ir para tomada praticamente todo dia.

Huawei e LG, que também tentaram entrar nesse mercado já desistiram. Motorola parece ser a próxima. E a Apple?

Apple não consegue emplacar o Watch

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Em março deste ano, enquanto noticiava a entrada no páreo da Tag Heuer (http://www.renanviegas.com.br/blog/tag-heuer-arregaca-a-manga-e-entra-no-mercado-de-smartwatch/) já havia previsto o insucesso da tentativa de posicionamento do Watch como produto para o mercado de luxo. Atualmente a Apple está vendendo menos de 20.000 unidades nos EUA, com quedas para até 10.000 em alguns dias. Mesmo considerando o boom de vendas de Abril, quando vendeu até 200.000 unidades por dia, o produto não parece ter tido o mesmo sucesso que outros lançamentos. A partir de Maio as vendas já começaram a dar sinais de queda expressiva.

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Desde que tomei conhecimento não apostava minhas fichas no sucesso comercial do projeto. Passado alguns meses de seu lançamento, os números apresentados pelo Watch confirmam minha previsão.

O gráfico apresentado é de seu modelo mais barato, o Apple Watch Sport, que se consolida como a linha mais popular, compondo dois terços do volume de vendas total. Falando do modelo Apple Watch Edition, que tem preços a partir de USD 10,000, a Apple vendeu menos de 2.000 unidades nos EUA. O produto não agradou e a estratégia de posicionamento como produto de luxo também não.

Seria um sinal forte da falta da figura de Jobs na empresa? Acho que sim.

A indústria têxtil em breve sofrerá uma revolução

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Um dos setores industriais mais antigos do mundo em breve passará por uma grande revolução. Roupas deixarão de ser apenas simples tecidos, passando a ser uma nova interface de comunicação.

O conceito de Internet das Coisas (IOT – Internet Of Things) a cada dia passa a ser mais amplo e transparente. É uma tendência sem volta e, esta abordagem de uso de tecidos aumenta ainda mais as aplicabilidades. Em breve uma blusa será capaz de monitorar seus sinais vitais como batimento cardíaco, temperatura, dentro outros. Além disso será possível controlar compotadores, tablets, celulares e qualquer outro dispositivo apenas pressionando ou deslizando seus dedos pela roupa ou mesmo por movimentos de seu corpo.

O conceito de whereable romperá muitas barreiras e teremos uma nova onda de produtos inteligentes.

Veja abaixo o vídeo de um projeto do Google que está trabalhando com esta tecnologia:

Tag Heuer arregaça a manga e entra no mercado de SmartWatch

A mundialmente conhecida empresa suíça de relógios Tag Heuer resolveu que não vai ficar parada no tempo. O fabricante deve anunciar em breve SmartWatches, mantendo o design porém integrando sensores e comunicação com SmartPhones, buscando não perder fatia de mercado e galgar novos clientes.

Quando a Apple anunciou que estava desenvolvendo o Watch no ano passado, a Tag Heuer soltou uma nota pouco depois mencionando que também trabalhava em um SmartWatch. O desenvolvimento do produto contou com uma parceria com a Intel e o primeiro produto a ser lançado deverá ser uma versão digital de seu modelo mais icônico: o Black Carrera (foto acima). Em termos de aparência e design, o produto deve seguir o mesmo do original, com exceção que o SmartWatch terá recursos de geolocalização, distância percorrida e altitude, todos visíveis através de smartphones.

Ainda não se sabe o impacto que a Apple trará para as vendas do fabricante em questão e nem qual será a fatia de marketshare que o Watch conquistará, principalmente no mercado de luxo, onde confesso não apostar muito no sucesso da Apple.